A FIA divulgou o resultado da investigação do acidente de Romain Grosjean no GP do Bahrein, realizado em novembro de 2020. O piloto francês sofreu um impacto de 67g ao colidir contra o guard-rail a 197 km/h, logo antes do carro da Haas se tornar uma bola de fogo.

Na ocasião, Grosjean tentou ultrapassar Daniil Kvyat na largada, tocou o russo e foi direto para o guard-rail, onde se arrastou até que o carro rompesse a estrutura de aço e se partisse ao meio. Depois disso tudo, pegou fogo. Romain demorou quase meio minuto para conseguir sair das chamas e pular o guard-rail para ser atendido pelo carro médico.

De acordo com a FIA, a investigação englobou entrevistas de todos os envolvidos no incidente, análise das evidências físicas e materiais em vídeo e examinou as informações guardadas pelo carro antes e depois do acidente. Depois disso, a investigação foi do Departamento de Segurança da FIA foi entregue para o Grupo de Estudo de Sérios Acidentes, liderado pelo presidente Jean Todt.

O resultado da investigação

A investigação afirma que Grosjean estava a 241 km/h quando “perdeu o controle na curva três após contado com Kvyat quando tentou ultrapassar da esquerda para a direita na pista”. O contato, então, levantou a Haas e colocou o #8 numa “trajetória fora de controle”. Segundo a análise da FIA, embora o acidente tenha sido causado pelo contato entre Grosjean e Kvyat, “vários outros carros tiveram um efeito circunstancial mas sem consequências na iniciação de sequências que gerariam um acidente”, explicou. Trocando em miúdos, quer dizer que vários outros pilotos tomaram decisões que poderiam ter causado um acidente, mas deram sorte.

Depois disso, Grosjean se chocou ao guard-rail a 192 km/h em 29°. Desta maneira, a força do impacto foi equivalente a 67G – corrigindo o valor de 53G apontado no dia seguinte ao acidente. A FIA apontou, ainda, que o gaurd-rail fracassou e, por isso, as partes de cima e de baixo acabaram deformadas.

O carro acabou tendo o trem de força separado da célula de sobrevivência. A escotilha de inspeção do combustível foi deslocada e a conexão de fornecimento de combustível do motor foi rasgada do reservatório de segurança do tanque de combustível. Assim, o combustível se inflamou durante os últimos momentos do impacto da barreira, começando na parte da traseira da célula de sobrevivência e progredindo para a parte da frente do cockpit conforme o incêndio cresceu.

O pé esquerdo de Romain ficou preso no carro logo após o acidente, mas o piloto conseguiu se soltar ao se livrar da sapatilha. Depois disso, removeu o descanso de pescoço e o volante para deixar o carro. Grosjean saiu do carro 27s após o acidente.

Segundo a investigação, o carro médico chegou à cena 11s após o acidente, velocidade que a FIA pôs como responsabilidade de um atalho que a equipe tomou para evitar de contornar a curva 1, o que “demonstrou conhecimento do local e planejamento”.

Melhorias após o acidente

O relatório também disse que haverá um projeto de pesquisa relacionado a sistemas de extintores em monopostos, bem como garantir que os mecanismos de viseira dos capacetes permaneçam operando após serem expostos ao fogo.

O departamento de segurança da FIA disse que estava planejando outros projetos de pesquisa, incluindo:

– Investigação de opções para sistemas de alerta de proximidade e auxiliares de visibilidade eletrônicos;

– Pesquisa para melhorar o desempenho de impacto das barreiras de guard-rails existentes;

– Pesquisa em novos sistemas de barreira, eficazes em uma ampla gama de condições de impacto.

“Aprendizados importantes foram extraídos dessas investigações que conduzirão nossa missão contínua de melhorar a segurança na Fórmula 1 e no automobilismo global”, disse o presidente da FIA, Jean Todt.

“O compromisso duradouro da FIA, em particular do Departamento de Segurança, na redução dos riscos associados ao esporte a motor permitiu a Romain Grosjean manter a consciência e sobreviver a um acidente desta magnitude. A segurança é e continuará sendo a principal prioridade da FIA.”

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