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O PREÇO DAS PEÇAS DE UM CARRO DE F1

Preço das peças de um F1
Preço das peças de um F1

O preço das peças de um carro de F1 é extremamente alto, e muitas das tecnologias desenvolvidas da categoria, depois de alguns anos chegam aos carros de rua. Para estar dentro do circo da F1, somam-se os custos operacionais de desenvolvimento, fabricação, montagem, túnel de vento, testes, equipe de funcionários, logística, salários dos pilotos e outros tantos detalhes necessários para fazer um carros desses entrar na pista e ser competitivo.

Apesar de não haver dados oficiais, estima-se que as equipes de ponta como Mercedes e Ferrari, tenham orçamento de  400 milhões de euros anuais (R$ 2,5 bilhões). Grande parte desse orçamento geralmente vem de cotas de patrocínio. De um modo geral, a asa traseira, os lados da caixa de entrada de ar e as laterais do carro de F1 são os locais mais visados pelos anunciantes. A simples inclusão de um logotipo nessas regiões poderá render milhões à equipe. Para a Ferrari por exemplo, estima-se que a sua patrocinadora principal, a Philip Morris (Mission Winnow), ao lado de marcas como Hublot, Kaspersky, Lenovo, Ray-Ban, Shell e UPS geraram uma receita aproximada de US$ 252 milhões apenas no primeiro semestre de 2018.

Voltando ao preço das peças de um carro de F1, o item mais caro de todos é a chamada unidade de potência, que contempla o motor V6 turbocomprimido de 1,6 litro mais MGU-H (geração de energia elétrica a partir dos gases do escape) e MGU-K (recuperação da energia cinética dissipada nas frenagens), responderia por 92% do valor, algo em torno de 18 milhões de euros (ou R$ 112 milhões).

Unidade de potência - o item mais caro do F1
Unidade de potência – o item mais caro do F1

O segundo elemento mais caro é o chassi, construído quase integralmente em fibra de carbono a um custo estimado de 600.000 euros (R$ 3,8 milhões). Na sequência, aparece o sistema de transmissão e câmbio, por 440.000 euros (R$ 2,8 milhões).

Peças que geralmente sofrem avarias durante as provas e são substituídas com frequência são proporcionalmente caras, como a asa dianteira (130.000 euros ou R$ 810.000) e o aerofólio traseiro (75.000 euros ou R$ 720.000).

Cheio de comandos e atualmente uma peça fundamental para o monitoramento e manuseio do carro, o volante custa aproximadamente 50.000 euros ou R$ 310.000. O Halo é o novo equipamento de segurança implantado há dois anos e custa 15.000 euros ou R$ 94.000.

Volante concentra dezenas de comandos
Volante concentra dezenas de comandos

Já o sistema hidráulico, que libera fluidos para o funcionamento de todos os componentes controlados pela ECU (central eletrônica) do veículo, custa 150.000 euros ou R$ 940.000. O tanque de combustível é composto por um saco maleável e não rígido, com valor de 115.000 euros ou R$ 720.000. Já os pneus, custam 600 euros ou R$ 3.750 por peça, totalizando 2.400 euros  ou R$ 15.000 a cada jogo utilizado.

O preço das peças de um carro de F1 chega perto dos  20 milhões de euros ou R$ 125 milhões só para apenas  tirar o carro dos boxes.

Motor – 18 milhões (R$ 112 milhões)

Chassi – 600.000 (R$ 3,8 milhões)

Câmbio – 440.000 (R$ 2,75 milhões)

Sistema hidráulico e ECU – 150.000 (R$ 940.000)

Asa dianteira – 130.000 (R$ 810.000)

Tanque de combustível – 115.000 (R$ 720.000)

Asa traseira – 75.000 (R$ 470.000)

Volante – 50.000 (R$ 312.000)

Halo – 15.000 (R$ 94.000)

Pneus – 2.400 por jogo (R$ 15.000)

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