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William Bonner apresenta seu Escort XR3 restaurado

ESCORT XR3 WILLIAM BONNER
ESCORT XR3 WILLIAM BONNER

O novo queridinho do apresentador já esteve na garagem de Airton Senna

O famoso apresentador do Jornal Nacional, sempre deixou clara a sua predileção pelos carros clássicos e havia revelado até então apenas o interior de seu novo carro, restaurado recentemente.

Agora, William Bonner acabou com o mistério sobre o seu “novo” carro clássico. Em seu Instagram, ele publicou fotos e um longo texto falando sobre o carro. O Escort XR3 teve como ilustre proprietário anterior o tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, inclusive citado no texto de William Bonner. O Escort XR3 nesta versão vai de 0 a 100 km/h em 14s e pode alcançar um máximo de 164 km/h.

Acompanhe na íntegra o texto publicado por William Bonner:

“Alguns me entendem. Outros não. Meu pai, que não era ligado em carros, me contou muitas e muitas vezes que chegava do trabalho exausto, à noite, e, às vezes, precisava me botar no banco de trás da Vemaguet pra “dá-uma-volta-incaio.” Era como ele imitava meu jeito de falar aos 4 anos. Dizia ele que eu insistia até convencê-lo. Malinha sem alça. E, uma vez a bordo, apagava antes de percorrer as quatro ruas do quarteirão, no Tatuapé, em São Paulo.


Segundo meu pai, qualquer “carrinho de ferro” que eu manuseasse produzia o mesmo ruído de escapamento da Vemaguet. Eu inflava as bochechas, comprimia os lábios e fazia força pra expulsar o ar, acompanhado de uma nuvem de perdigotos.
Não sei a origem do meu gosto, minha paixão por automóveis. Não sinto a mesma coisa por motos, nem aviões ou helicópteros. Trens nunca me interessaram. Mas aquela estrutura motorizada sobre 4 pneus era outra conversa. E o volante.


Desde muito pequeno, eu me sentava no banco do motorista do carro do meu pai, na garagem, e viajava ao infinito e além, mãozinhas na direção, a boca sonorizando a aventura, perdigotos em profusão.
Quando cheguei à idade de poder dirigir, na década de 1980, existiam 2 carros que me encantavam. Versões esportivas de modelos compactos nacionais. Um tinha um vermelho alaranjado. O nome da cor oficial em inglês significava “explosão solar”. O outro esportivo que me perturbava os sonhos era de um vermelho puro. Um vermelho “real”, como se chamava, também na língua inglesa. E ambos eram absolutamente inacessíveis. Caríssimos.


Depois que completei 50 anos, pedi a um negociante de automóveis que achasse um daqueles carros em bom estado. Queria o sonho na minha garagem.
Ele achou.
Mandei restaurar.
Ficou perfeito.
E me permitiu, a cada “volta-incaio”, retornar aos meus 21 anos. Ou ao sonho dos meus 21 anos.
Há 3 semanas, o outro modelo esportivo, o da explosão solar, estacionou na minha garagem. O outro sonho dos 20 anos. Conservadíssimo.
Meu pai chegou a ter uma outra versão desse carro, menos cara. O painel era parecido, claro. Mas não tinha o volante pequeno, esportivo. Não era o carro do Ayrton. Era o do meu pai.”

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